Índice Corrupção

Brasil despenca em ranking de percepção da corrupção: os riscos e as exigências aumentam!

Na terça feira passada, discutíamos o processo de avaliação de terceiros em um curso de especialização em compliance e as fontes de informação para isso. Dentre elas, havia a avaliação do risco associado ao local de registro/constituição e atuação do terceiro, utilizando-se o Índice de Percepção de Corrupção da ONG Transparência Internacional, o qual é muito usado por empresas nestes processos. Neste quesito, considerando que o Brasil ocupava o 79º neste ranking, o critério já iniciava em um nível alto de risco (laranja), que logicamente pode ser atenuado por medidas e controles avaliados nos demais quesitos.

Falamos que a publicação da pesquisa estava atrasada, e especulamos sobre o resultado desta atualização: o Brasil cairia de posição…

IPC 2017

Após mais de um mês de atraso, logo após o dia do curso, foi publicada a atualização de 2017 do Índice de Percepção de Corrupção da Transparência Internacional. E o Brasil não só caiu de posição: despencou 17 posições, para o 96º lugar, dentre 180 constantes do Índice (obteve 37 pontos, perdendo 3 pontos frente à pesquisa de 2016, e 6 frente aos melhores resultados – 43 pontos em 2012 e 2014). Saiu da cor laranja para a cor vermelha. Saiu da primeira página para a segunda página…

Vale comentar que em 2017, 69% dos países pontuaram abaixo de 50 (na escala entre 0 e 100), com uma pontuação média de 43, o que vem se repetindo nos últimos anos (mesmo no G20, este percentual é de 53%). Isto significa que mais de 6 bilhões de pessoas moram em países que são corruptos. A Nova Zelândia e a Dinamarca foram as lideres do ranking com 89 e 88 pontos, respectivamente. A Síria, Sudão do Sul e a Somália foram os países de pior pontuação (14, 12 e 9, respectivamente).

Mapa da Corrupção

https://www.transparency.org/news/feature/corruption_perceptions_index_2017

Assista ao vídeo explicativo da Transparência Internacional!

OS RISCOS E AS EXIGÊNCIAS AUMENTAM

No caso desta avaliação de compliance de terceiros, é possível perceber imediatamente o resultado: de forma similar ao que ocorre no caso de avaliações das organizações que emitem notas de risco financeiro dos países, o “risco país” do Brasil se tornou maior, e diversas empresas ao redor do mundo atualizarão seus critérios de avaliação de compliance/corrupção sobre empresas registradas/com atividades desenvolvidas no Brasil, possivelmente com mais rigor nas análises e maiores exigências de controles.

Avanço da ISO 37001, Gestão de Riscos e Governança

Não é à toa que certificações independentes como a da ISO 37001 avançam no mundo: em outubro/2017 haviam 8 organismos acreditados para certificação por esta Norma e 190 instalações já aprovadas de 11 setores distintos como construção, energia, serviços para governos, serviços de vigilância, limpeza, marketing, assistência e informação.

Devemos considerar também que os avanços recentes na gestão de riscos demandam a maior estruturação e controles nas organizações, tais como os representados pelas principais normas de referência:

Norma ISO 31000 foi aprovada em 15/02 último. A sua tradução está em consulta nacional até 08/03/2018, podendo ser acessado no site da ABNT.

COSO (Comittee of Sponsoring Organizations of the Treadway Comission) publicou em 2017 a sua versão mais atual dos princípios e critérios para a Gestão Integrada de Riscos – COSO ERM.

Cabe também considerar nesta conta o avanço dos requisitos regulatórios associados à gestão de riscos e governança no Brasil, notadamente no setor público (p.ex. Instrução Normativa Conjunta MP/CGU 01/16, que dispõe sobre controles internos, gestão de riscos e governança no âmbito do Poder Executivo federal; e a Lei Federal 13.303/16, que dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios).

Tudo isso nos faz refletir sobre a necessidade de avançar com a gestão de governança, riscos e compliance nas instituições, como parte dos negócios e processos, e para manter a sua sustentabilidade no tempo, sempre com a ênfase de agregar valor.

Neste sentido, alinhar-se aos melhores modelos internacionais como a ISO 31000, a ISO 19600, a ISO 37001 e o COSO é fundamental.

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

Consulte nossos serviços de ConsultoriaTreinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão de Compliance Integridade, nas Normas ISO 37001 – antissuborno e ISO 19600– compliance.

Saiba mais sobre este assunto em nossos posts relacionados:

COMPLIANCE E A EVOLUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

BRASIL DECIDE ELABORAR NORMA CERTIFICÁVEL PARA SISTEMAS DE GESTÃO DE COMPLIANCE – NBR 19601

AVANÇOS NORMATIVOS EM GOVERNANÇA, COMPLIANCE E ANTISSUBORNO NA ISO – NORMAS ISO 19600 E ISO 37001

AVANÇO DAS CERTIFICAÇÕES ACREDITADAS DO SISTEMAS DE GESTÃO ANTISSUBORNO CONFORME A ISO 37001

Gostou? Compartilhe este post!

Ellux Consultoria - há mais de 18 anos trazendo soluções em Gestão da Sustentabilidade, Qualidade e Riscos.

Oferecemos auditorias, consultoria, treinamentos e gamificações em Sistemas de Gestão com base nas Normas ISO 14001, ISO 9001, ISO 45001, ISO 26000, NBR 16001, SA 8000, ISO 50001, ISO 31000, ISO 37001, ISO 19600, NBR 19601, DSC 10000, PRÓ ÉTICA, BPM e outros modelos.